sábado, 1 de novembro de 2008

Conto: Solidão

Naquela manhã ela se sentia só. Como jamais pudera imaginar, sentia uma falta imensa daquele que amava. Há muito, havia entregado a ele seus sonhos, suas esperanças e seus medos. Amara-o intensamente de corpo e alma.Mas ele não entendera a verdadeira grandeza de seu amor. Não pensara duas vezes em deixá-la, quando ela mais precisara dele. E agora, nada havia restado. Só as lembranças que insistiam em permanecer em sua memória. Maltratando seu coração, enchendo-a de agonia e desespero. Por lembrar que aquele amor amor que parecera tão perfeito pudera se esvanecer como o vento. Então, seminconsciente, ela retorna ao passado e relembra um por um, os momentos em que estiveram juntos. Pensava em como fora feliz. Então entre um pensamento e outro, se viu nos braços dele. Entre carícias, beijos breves, ele susurrava ao seu ouvido palavras doces. Seus lábios percorreram os olhos, o pescoço deixando uma trilha de fogo até chegar em seus seios. Quando ela achou que já não poderia sentir mais prazer, quase enlouqueceu quando ele tocou-lhe o sexo com a boca. Prestes a gritar ela pediu que ele a possuísse. Ele, ao constatar que ela estava pronta, se colocou entre suas coxas e lentamente a penetrou, fazendo movimentos lentos, adiando ainda mais o prazer. Mas logo se viram incendiados e num ritmo alucinante, chegaram ao clímax. Relaxado, ele rolou para o lado, aconchegando-a em seus braços, fazendo-lhe promessas, jurando nunca mais deixá-la. Mas, um barulho estridente a fez sair de seus devaneios. O Telefone! Só então ela voltou a sua realidade. Continuava só. Tudo não passara de uma alucinação febril. Agora, se sentia tola. Sabia que jamais o teria. Ele jamais pertencera a ela. Não havia mais volta. E ela, nunca se sentira tão só...

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